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RAIO X DO ESQUADRÃO. BAHIA 0 X 0 Vitória - BA

Por: | segunda-feira, fevereiro 13, 2012 Deixe um comentário


Em partida válida pela 8ª rodada do Campeonato baiano, o ESQUADRÃO DE AÇO, Esporte Clube Bahia, entrou em campo para enfrentar o seu mais tradicional rival, no 1º BAvi do ano, no monumental de Pituaço.

Além da expectativa natural de um BAvi, a estréia do treinador Falcão no tricolor justamente em um jogo de suma importância, bem como as alterações táticas feitas por ele e sua comissão, tornando o time, na teoria, bastante ofensivo, trouxeram um tempero maior ao clássico.

Logo no início do jogo, a nova postura tática implantada por Falcão surtiu efeito, pois o Bahia começou agredindo o adversário de forma impetuosa, com muita velocidade, principalmente explorando a rapidez e habilidade do garoto Gabriel, preocupando bastante a defesa do rival.

Embora criando poucas situações agudas de gol, pois o time pecava no último passe, o tricolor dominava as ações do jogo, contra um adversário que se limitava a defender, tentando apenas aproveitar algum eventual erro do sistema defensivo do Esquadrão.

Mesmo errando no referido último passe, o Bahia chegou com relativo perigo aos 14 minutos, em jogada de Gabriel pela direita, tocando para Zé Roberto que ajeitou para Morais chutar forte, porém, após tocar no braço do adversário, a bola desviou e chegou fácil nas mãos do goleiro Douglas, em lance polêmico da partida.

Aos 20 minutos o Bahia chegou em bela tabela de Gabriel com Coelho, que tocou para Zé Roberto dentro da pequena área, mas a defesa adversária salvou, colocando a bola para fora.

Logo no lance seguinte, aos 22 minutos, em cobrança de escanteio de Coelho, Fahel, de cabeça, disputando com o goleiro Douglas, perdeu o que seria o primeiro gol do BAHIA.

Aos 32 minutos de jogo aconteceu o lance mais belo da partida. O meia da base tricolor, Gabriel, o melhor jogador em campo, arrancou com a bola dominada desde a intermediária defensiva adversária, pelo lado direito, e, em velocidade bateu dois defensores, inclusive deixando o volante Wellington “torto”, e na linha de fundo cruzou para Zé Roberto, mas Douglas defendeu. Seria um golaço pela linda jogada! E o primeiro tempo terminou do jeito que começou: 0X0.

O Bahia voltou para a segunda etapa da mesma forma que na primeira, tocando a bola, dominando o jogo, embora com um pouco mais de resistência do adversário, que tentava equilibrar a partida.

Porém, o primeiro lance de perigo foi do rival. Após falha da defesa tricolor, fato que pouco aconteceu no jogo, o atacante Marquinhos entrou livre na área, e praticamente de cara com Omar, chutou para fora.

O Tricolor voltou a levar perigo por volta de 5 minutos da segunda etapa, em belo cruzamento de Helder, que Zé Roberto não alcançou, e logo depois o mesmo Helder cruzou na cabeça do sumido Morais, que livre de marcação, cabeceou para fora, desperdiçando a grande chance de abrir o placar na segunda etapa.

Aos 13, Fahel de cabeça obrigou Douglas a fazer bela defesa após cobrança de falta de Coelho, mas o árbitro tinha marcado falta, invalidando o lance. Aos 23 o Rival chegou com perigo em belo chute de fora da área do jogador Michel que passou perto.

O jogo caiu um pouco de rendimento, principalmente da parte do Bahia, com as péssimas atuações do cansado e fora de ritmo Zé Roberto e do omisso Morais, este que seria o responsável pela criação e armação das jogadas ofensivas do time.

Assim, o treinador Falcão fez duas alterações. Colocou Diones no lugar de Fabinho, que saiu parecendo sentir algum problema médico, e, para tentar dar mais velocidade, colocou Vander no lugar de Zé Roberto, que visivelmente sem condições físicas, era menos um em campo.

Vander, que entrou bem na partida, aos 29 minutos fez bela jogada, cortando da esquerda para o meio, e de fora da área arriscou chute de perna direita, passando perto do gol de Douglas, assustando o arqueiro do rival, sendo este o único chute de longa distância efetuado pelo ESQUADRÃO no jogo.

A partir daí, o jogo seguiu sem muitas emoções. O Tricolor continuava com mais posse de bola, dominando o adversário, porém sem ter a impetuosidade necessária para fazer o gol e sair vencedor, e assim o placar não foi movimentado, com o Bavi terminando em 0X0.

Confira agora a análise de cada jogador, e do treinador, com os conceitos: ÓTIMO, BOM, REGULAR E PÉSSIMO.

OMAR: BOM. Teve pouco trabalho, mas quando foi exigido, principalmente em algumas bolas cruzadas, deu conta do recado. Precisa melhorar a reposição de bola.

COELHO: BOM. Não apoiou tanto como de costume, até em virtude do esquema tático adotado, mas quando foi ao ataque demonstrou a qualidade técnica de sempre.

RAFAEL DONATO: BOM. Boa partida. Seguro na marcação e bom nas bolas pelo alto, embora seu trabalho fosse facilitado pela pouca agressividade do adversário e por não ter que fazer a cobertura pelo lado direito de Coelho.

TITE: BOM. Boa partida do capitão. Embora tenha vacilado em um lance no início do jogo, Tite foi firme e eficaz na marcação como de costume.

HELDER: BOM. Embora não passe confiança defensivamente fez boa partida, e nas vezes que apoiou o ataque fez belos cruzamentos que não foram aproveitados por Zé Roberto e Morais respectivamente. Na Segunda etapa saiu machucado.

WILLIAN MATHEUS: SEM CONCEITO. Entrou no lugar de Helder que saiu machucado e não teve tempo de demonstrar algo.

FAHEL: BOM. Bem na marcação e até ajudando, na medida do possível, na criação no meio campo. Quase marca o gol de cabeça no primeiro tempo, mas na disputa com Douglas não teve êxito.

FABINHO: BOM. Boa partida defensiva e ajudou pelo lado direito com alguns passes para Gabriel. Saiu do jogo parecendo sentir algum problema físico ou medico.

DIONES: REGULAR. Substituiu Fabinho, e logo no início entrou bem, dando bons passes pela direita para Gabriel e dando mais movimentação no meio de campo, porém, com o tempo, passou a repetir os erros que o tiraram da equipe titular. Precisa voltar a jogar!

MORAIS: PÉSSIMO. Trata-se de um grande jogador, porém, embora no início fizesse algumas boas jogadas, no geral fez péssima partida, errando muitos passes e se omitindo em boa parte do jogo. Teve a chance de fazer o gol do triunfo, mas cabeceou para fora após belo cruzamento de Helder. O meia tricolor parecia se sentir sem espaço em campo o que pode ter ocasionado falta de confiança e baixo rendimento técnico. Porém, Morais terá que se adaptar rapidamente ao novo esquema, bem como aprimorar a parte técnica para não perder vaga no time titular.

GABRIEL: ÓTIMO. Melhor em campo, Gabriel fez belíssima partida, e do início ao fim jogou muito, “infernizando” a defesa adversária.  Só não foi impecável, pois o mesmo precisa melhorar ainda o fundamento do último passe, aquele que deixa o companheiro na cara do gol. Se bem trabalhados alguns fundamentos, Gabriel, em pouco tempo, dará retorno técnico e financeiro ao clube.

ZÉ ROBERTO: REGULAR. Extremamente qualificado, porém ainda sem condições físicas para jogar. Tentou algumas jogadas, mas não teve êxito. Saiu para entrada de Vander.

VANDER: BOM. Substituiu Zé Roberto. Entrou bem na partida. Foi o responsável pelo único chute de fora da área do Bahia em todo jogo. O ótimo meia atacante tricolor vem melhorando aos poucos, e com paciência, principalmente da torcida, e seqüência de jogos, vai ser muito útil ainda na temporada.

SOUZA: BOM. Embora muito bem marcado, o “Caveirão” fez bela partida, demonstrando toda sua categoria dando bons passes e até saindo da área para criar jogadas para seus companheiros.

FALCÃO/JULINHO CAMARGO: BOM. Embora com pouco tempo à frente do time, já foi possível perceber algumas mudanças em relação ao que vinha sendo feito. Como parte positiva, observa-se que o time teve uma postura mais ofensiva, com um futebol mais solto e bonito de se ver, em virtude do novo esquema adotado. Como parte negativa, destacou-se o erro em entrar no jogo e insistir com Zé Roberto, que visivelmente está mal fisicamente, tendo à disposição um jogador como Ciro, por exemplo, que está em melhores condições.  Também errou em manter Morais, que principalmente no segundo tempo, errava tudo que tentava. Porém, em virtude da contusão de Hélder, o treinador não pôde colocar Ciro, provavelmente no lugar de Morais, segundo o que mesmo falou em entrevista coletiva no final do jogo.

Vale ressaltar que ainda é cedo para que seja feita uma cobrança mais rígida ou elogio mais entusiasmado ao trabalho da nova comissão técnica, porém o jogo de hoje deixou boa impressão e a esperança que o time tem tudo para melhorar, passando confiança para a torcida que tanto apóia e é fiel ao ESQUADRÃO DE AÇO.

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